Naquela tarde de maio, tudo acontecia da mesma forma rotineira... Trabalho, entra e sai, conversas, café... Seria mais um dia comum, se nossos olhos não tivessem se cruzado através do vidro que insistia em nos separar. Apesar de te conhecer há tantos anos, aquele me pareceu o primeiro olhar. Uma onda de felicidade me invadiu, um choque percorreu cada parte do meu corpo. A sensação não era adolescente, era algo novo, mágico e indescritível. Era sexta feira. Talvez passasse, foi o que pensei... Mas nunca estive tão enganada.
Me deixei levar... Imaginei que seria bom um flerte casual depois de tanto tempo sozinha. Comentei com você sobre minha solidão e achei graça quando me olhou incrédulo, como se minhas palavras fossem ao mesmo tempo um convite e um desafio. Não me importou o fato de você não acreditar em mim. Cheguei numa fase em que isso não mais me preocupa, além de crer que quando vale a pena, toda a verdade se mostra de maneira natural.
Como macho alfa, você me convidou pra sair... Como solitária constante, aceitei, tendo a certeza de que no dia seguinte seria fácil fugir ou acreditando que nem fosse preciso... Era sábado... Fácil de esquecer...
Foi então que você me mostrou o quanto eu estava enganada...
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